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Blog Caetano

Como preparar o pitch pessoal?

Teres uma “imagem de marca” é fundamental para conseguires o emprego de sonho. Vivemos num mundo de informação abundante, com a fasquia elevada e vários candidatos a concorrer por uma vaga. Por isso, nada melhor do que saberes como te destacar e “vender” a tua imagem pessoal. É aqui que entra o “pitch pessoal”, que pode fazer a diferença na tua candidatura.  

O pitch deve ser objetivo, mas com uma boa dose de criatividade para marcar a diferença e atrair atenções. Mas, o que é um pitch pessoal e como posso fazer um? Se são estas as perguntas que estão na ta mente, nós temos as respostas. É só continuares a ler e descobrir como podes fazer o teu pitch. 

O que é um pitch pessoal? 

Um pitch funciona como um pequeno discurso, que resume a essência de um projeto, empresa ou individuo. No caso do pitch pessoal, é um “discurso de venda pessoal”, com o objetivo de conquistar o recrutador a contratar um candidato para uma vaga. Deve ser curto e direto, para passar a mensagem de forma clara e eficaz. No fundo, o principal objetivo é convenceres o recrutador das tuas capacidades e potencial. 

Esta ferramenta é essencial para uma candidatura a um emprego, durante uma entrevista e é muito comum em feiras de emprego. Aliás, se estás a pensar inscrever-te numa feira de emprego, deves criar o teu próprio pitch. Sabe mais sobre feiras de emprego e tudo o que precisas para te preparares para uma, no nosso artigo.  

Com a curta duração de 3 a 10 minutos – aproximadamente – o pitch funciona como uma apresentação simples e objetiva sobre ti. Podes usar o pitch a teu favor para gerar curiosidade e interesse nos recrutadores e abrir portas a novas oportunidades profissionais. 

Pitch Pessoal

Mas, como fazer o seu pitch pessoal? 

Chegou a hora de convenceres a empresa a que te candidatas, em poucos minutos, pelas tuas capacidades. Se não sabes o que dizer ou como organizar a informação, descobre as dicas que reunimos para ti: 

1. Prepara diferentes formatos e versões  

Versatilidade deve ser a palavra de eleição na hora de preparares o teu pitch. Para ser possível adaptares-te a qualquer situação deves organizar várias versões, com durações e até formatos diferentes. Isto vai permitir uma maior adaptabilidade a diferentes empresas e pedidos. Quer te peçam 3 ou 10 minutos de conversa, deves ter a resposta na ponta da língua, num discurso organizado. Além disso, podem pedir-te um discurso mais casual, ou algo mais profissional e estruturado e deves saber adaptá-lo a cada situação.  

Apesar de ser importante desenvolveres diferentes versões é essencial que tenhas um discurso orgânico e espontâneo, com capacidade de improviso. A naturalidade tornará o teu discurso mais apelativo a quem estiver a ouvir.  

2. Estrutura e organização  

objetivo do pitch pessoal é prender a atenção de recrutadores e empresas. Neste aspeto, a estrutura tem um papel importante, uma vez que permite a organização de ideias e tópicos em várias fases. Define um princípio, um meio e um fim, onde abordas os temas de forma consistente, fluída e organizada. A organização permite que os recrutadores e quem estiver a ouvir retenham a informação de forma facilitada. Ao terem informação sobre ti em mente, a probabilidade de te destacares e seres lembrado aumenta significativamente.  

Pensa no teu pitch como um resumo do teu currículo. Se não sabes como construir o teu currículo podes descobrir tudo no nosso artigo. Deves contar a tua história em breve minutos de forma estruturada e simples, para impressionar. 

3. Chama a atenção 

Há palavras que enriquecem qualquer discurso e o tornam cativante e apelativo. Saber falar é um dom, que se trabalha e que pode fazer toda a diferença. Para isso, usar as palavras certas pode fazer a diferença na hora de chamar a atenção. Principalmente no início do discurso, deves fazer a melhor escolha de palavras possível. O início é o momento ideal para prenderes a atenção de quem estiver a ouvir, para que acompanhem o teu discurso até ao fim. Seja através de uma pergunta retórica, de algum sentido de humor ou de uma informação inesperada, há estratégias que são infalíveis para criar empatia com os recrutadores.

Se ainda não o tiveres feito noutro momento, começa por fazer a tua apresentação. Se as apresentações já estiverem despachadas, começa por algo inusitado e marque pela diferença. Podes começar por mencionar um ponto forte e invulgar ou algo que possas acrescentar à empresa. Usa palavras-chave que vão de encontro à tua área, para chamar a atenção. Evita palavras e expressões cliché e sê autêntico no discurso. Uma boa dica é apresentares uma solução a um problema da empresa – este aspeto é sempre muito valorizado. É fundamental que te mostres apaixonado e entusiasmado durante o discurso. Lembra-te que um sorriso e boa energia atraem muito a atenção.  

4. Adapta-te  

O teu pitch pessoal deve estar adaptado a cada empresa a que te candidatares. Embora algumas informações sejam transversais, o ideal é que redireciones sempre o teu pitch para determinadas características da empresa. Como já mencionamos, a adaptabilidade é um fator importante. Mas nunca percas a autenticidade e a tua personalidade. Estes dois valores são bastante valorizados. 

Embora seja importante que te adaptes à realidade de cada empresa, não deves moldar a tua personalidade para encaixar onde não pertences e não te sentes bem. Afinal, não há maior felicidade profissional do que trabalhar onde gostamos. No entanto, para adaptares o pitch pessoal a cada empresa é essencial fazeres pesquisa e procurares informações nos sites e redes sociais das empresas – público-alvo, história e valores são fatores a teres em conta. Deves mostrar que tens algo a acrescentar à empresa e estás disposto a fazê-lo.  

 5. Uma jornada de autoconhecimento 

Para fazer um pitch pessoal com potencial, o ingrediente principal é o autoconhecimento. Deves conhecer os teus piores defeitos e melhores qualidades, para teres plena noção do que és e não és capaz, dos teus gostos e objetivos. Na maioria dos casos, as pessoas identificam como maior dificuldade na construção do pitch pessoal, a falta de autoconhecimento. Daí surge a importância de te conheceres, bem como às tuas ações e história.  

Ao longo do pitch é importante destacares os teus pontos fortes e deixares que estes transpareçam no discurso, de forma orgânica. Os pontos fortes não precisam de ser, necessariamente, habilidades. Podem ser fatores de inteligência emocional, aspetos da personalidade, experiências de vida e experiências profissionais, rede de contactos, entre outros aspetos.  

6. Conta as tuas conquistas 

Em vez de apresentares o teu trabalho apenas através de dados e números, encara-os como conquistas. As experiências e responsabilidades que atravessas-te ao longo da vida fazem parte de quem és. Por isso, aborda-as como se de conquistas se tratassem – porque efetivamente o são. Foca-te no storytelling e em adicionar valor aos recrutadores. Podes incluir um ou outro dado para ajudar a interpretar e contextualizar a tua história. Números podem ajudar-te a tornar a informação clara e concreta. Não te esqueças de mencionar datas. No entanto, optar por um discurso em formato de “história” é sucesso garantido. Utiliza comparaçõesmetáforas e expressões para dar vida ao discurso.  

7. Fala sozinho em voz alta 

Sim, leste bem. Falar sozinho é uma estratégia infalível para treinares o teu discurso. Em casa, sozinho, ou em frente ao espelho podes adotar a estratégia que mais te for favorável, para te preparares. Fala, não só sobre o teu pitch, mas de outros assuntos. Imagina-te a dar uma palestra, a ter uma conversa ou simplesmente a soltar ideias cá para fora. Fazeres este exercício em voz alta vai permitir que te sintas desinibido e capaz de falar em público.  

No teu discurso deves ter em atenção aspetos como a postura corretacolocação e volume da voz, linguagem corporal, contacto visual, expressões faciais, pausas e fluidez. Nada melhor que treino e uma boa dose de confiança para brilhares no momento de apresentar o teu pitch. Conheces a expressão “Fake it ‘till you make it”? É exatamente isso que deves fazer. Mesmo que te sintas inseguro, ou com vergonha de falar em público, apresenta-te sempre como confiante e seguro de ti e do teu percurso. A atitude que transmitimos vai espelhar os nossos resultados.   

 8 Antecipa possíveis perguntas 

O teu pitch pessoal pode ser impecável, estar bem estruturado e com uma organização exemplar. No entanto, se não estiveres preparado para possíveis questões extra, o teu trabalho pode cair por terra. Por isso, quando terminares de construir o pitch pessoal, imagina-te na pele do recrutador, que te acabou de ouvir e pensa nas perguntas que poderiam ser colocadas. Nada como conhecer bem o nosso pitch para saber o que responder. É por este motivo que não te aconselhamos a decorar o pitch, mas sim a compreendê-lo e dizê-lo de forma natural. Podes apontar as eventuais perguntas que te surgirem e praticá-las, para responderes depois da apresentação.  

9. Desperta curiosidade para mais  

No final do pitch pessoal, deixa um convite para algo mais. Deves dizer algo para aguçar a curiosidade de quem está a ouvir. Podes mencionar um local online onde podem consultar mais sobre o teu trabalho, um evento que esteja para breve ou alguma novidade misteriosa, se assim for possível. Mostra-te aberto a esclarecer o que for preciso, ou discutir sobre um tema que vá ao encontro das necessidades da empresa. O ideal é que a motivação na tua voz e expressão corporal acompanhem as tuas palavras.  

Depois de reteres esta informação e caso precises de resumir o que aprendeste, aqui fica um “guia de bolso” a ter em conta para construires o teu pitch pessoal: 

Já estás a imaginar-te à frente ao computador, numa entrevista online a contar a tua história aos recrutadores? Ou presencialmente a cativar toda a gente com o teu discurso? Agora que estás pronto para te apresentares ao mundo, que tal candidatares-te a uma das nossas vagas?  

Aceita o nosso desafio e conta-nos mais sobre ti.